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CONVITE DEBATE CEDEM: 1968 – Movimento estudantil e ditadura militar no Brasil (23/05/2018)

  • Publicado: Segunda, 21 de Mai de 2018, 17h52
  • Última atualização em Segunda, 21 de Mai de 2018, 17h55

 

O ano de 1968 ficou marcado pela explosão juvenil contra as velhas formas de agir em segmentos importantes da sociedade. Eram reivindicações difusas em diferentes países, o que o caracterizou como um movimento de amplitude global. No Brasil, a pauta inicial foi a reforma do ensino. Em março daquele ano, o assassinato do estudante secundarista Edson Luís ficou marcado como a passagem do movimento estudantil (ME) ao enfrentamento. O embate violento entre a polícia e os estudantes contribuiu para o início da polarização da imprensa frente aos fatos. Em junho, a adesão da população a “passeata dos cem mil” levou parte dos estudantes a acreditar que a revolução das massas seria viável. Em 2 de outubro, a "guerra da rua Maria Antônia," pautada pelo aumento da repressão, por ataques terroristas e pela ação de organizações paramilitares, leva à redefinição do posicionamento dos militantes. A opção de parte do ME pela militarização toma às ruas em uma luta “armada”. Em 12 de outubro, o 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) é cercado pela polícia. As principais lideranças são presas sem resistência. Assim, a continuidade do processo revolucionário é duramente golpeada. Enquanto isso, a grande imprensa veicula imagem cada vez mais desfavorável aos estudantes ao vinculá-los a “subversivos”. Com as lideranças isoladas, o governo canta vitória. Em dezembro, a decretação do AI-5 confirmará a interdição do movimento de massas. 1968, ao marcar tais eventos, se constituiu como um dos principais paradigmas de manifestações e atos de resistência. Seus aspectos memorialísticos revelam a persistência de uma visão política e democrática de ampla significação no tempo presente.

Expositores:

Profa. Dra. Maria Ribeiro do Valle – Mestre e doutora em Educação pela Unicamp e livre-docente pela Unesp. É docente do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp (FCL), Câmpus de Araraquara. Estuda movimento estudantil, ditadura civil-militar no Brasil, socialismo, liberalismo. É autora de 1968: o diálogo é a violência - movimento estudantil e ditadura militar no Brasil, lançado pela Ed. Unicamp; A violência revolucionária em Hannah Arendt e Herbert Marcuse - Raízes e polarizações, Ed. Unesp; e Tenho algo a dizer: memórias da Unesp na ditadura civil-militar (1964-1985), Ed. Cultura Acadêmica.

Prof. Dr. Pablo Emanuel Romero Almada – Mestre e doutor em Sociologia pela Universidade de Coimbra. Professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, Câmpus de Araraquara. É pesquisador do Grupo de Estudos Marxistas (GEMARX) e do Grupo de Estudos de Política da América Latina (GEPAL) da Universidade Estadual de Londrina. Estuda movimentos sociais, precariedade e mundo do trabalho, movimento sindical e movimento estudantil.

Mediadora:
Profa. Dra. Teresa Malatian
– Professora Titular em Historiografia da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Unesp, Câmpus de Franca. Realizou estágio de pós-doutorado na Oliveira Lima Library, da Catholic University of America (Washington, DC, USA). É membro do grupo acadêmico Transfopress.

Debate Cedem
1968: Movimento estudantil e ditadura militar no Brasil

Data e horário: 23/05/2018, 4ª feira às 18h30;
Local: Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé);
Informações: (11) 3116–1701
Inscrições gratuitas: http://www.cedem.unesp.br/#!/evento1
Transmissão on-line: https://video.unesp.br/cedem
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.   
www.cedem.unesp.br  / https://www.facebook.com/CedemUnespOficial
*Certificado de participação a ser retirado durante evento

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